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O que é meditar?

Meditar para muitos é um bicho de sete cabeças. Muitas vezes escuto pessoas dizerem que não podem meditar por esta ou aquela razão. Isto acontece porque temos uma ideia formatada do que é ou o que deveria ser a meditação. Não é preciso ficar horas a fio numa postura incômoda e com a mente em branco (até porque não se trata disso).

A meditação é simplesmente trazer a atenção para o aqui e agora, para o único momento em que é possível encontrar-nos com o Verdadeiro, Real e Infinito Ser que habita o templo do nosso corpo. A meditação é o espaço onde a Vida acontece em alegria, amor e compaixão. É, pois, uma forma de estar atenta e consciente, um processo de transformação interior profundo, que paulatinamente vai iluminando todas e cada uma das nossas sombras.

 

Nas palavras do grande mestre Eckhart Tolle, no seu livro, «O Poder do Agora»

“Já vistes uma flor infeliz ou um carvalho estressado? Já te cruzastes com um golfinho deprimido, um sapo com problemas de autoestima, um gato que não consegue relaxar, ou um pássaro com ódio e ressentimento? Os únicos animais que eventualmente vivenciam alguma coisa semelhante a negatividade, ou mostram sinais de comportamento neurótico, são os que vivem em contato íntimo com os seres humanos e, assim, se ligam à mente humana e a sua insanidade.

Observa as plantas e os animais, aprende com eles a aceitar aquilo que é e a te entregar ao Agora. Deixa que eles te ensinem o que é Ser, o que é integridade – estar em unidade, ser tu mesmo, ser verdadeiro. Aprende como viver e como morrer, e como não fazer do viver e do morrer um problema.

Até mesmo os patos me ensinaram importantes lições espirituais. Observá-los é uma meditação. Como eles flutuam em paz, de bem com eles mesmos, totalmente presentes no Agora, dignos e perfeitos, tanto quanto uma criatura sem mente pode ser. No entanto, pode acontecer eventualmente de dois patos se envolverem em um conflito, algumas vezes sem nenhuma razão aparente, outras porque um pato penetrou no espaço particular do outro. O conflito geralmente dura só alguns segundos, os patos se separam, nadam em direções opostas e batem suas asas com força, por algumas vezes. Então continuam a nadar em paz, como se nada tivesse acontecido. Quando observei isso pela primeira vez, percebi, num relance, que ao bater as asas eles estavam a soltar a energia acumulada, de forma a evitar que ela ficasse aprisionada no corpo e se transformasse em negatividade. Isso é sabedoria natural. É fácil para eles porque não têm uma mente para manter vivo o passado e construir uma identidade à sua volta.”